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domingo, 13 de abril de 2014

O centenário do Campeão do Centenário

"Salve o América, campeão do centenário. Salve o América, tua glória é um rosário".

No sábado, nós, americanos, comemoramos o centenário do clube mais amado de Pernambuco. O clube que está no coração de todos e, por isso, tem o maior número de torcedores "não-oficiais" do estado.

Vou resumir a parte jornalística do evento em um parágrafo. Sei que vocês estão interessados nos ~babados~ deste evento futebolístico e apaixonante. Primeiro a obrigação, depois o lazer.

Vamos lá.

[MODO JORNALISTA: ON]

O centenário do América Futebol Clube reuniu na sede da entidade, na Estrada do Arraial, torcedores, simpatizantes, dirigentes e ex-atletas. A comemoração teve início com um coquetel para os convidados seguido de uma benção em um ambiente decorado com as cores verde e branca. O presidente do América, Celso Muniz, destacou os feitos do clube e, ao lado do presidente da Federação Pernambucana de Futebol, Evandro Carvalho, descerrou a placa alusiva ao centenário. Torcedores e nomes que fizeram parte da história do América foram homenageados com placas e camisas especiais. Foi comunicado o lançamento do livro "América, o Campeão do Centenário", que deve ficar pronto após a Copa. Na ocasião, também foi lançado o novo programa de sócios e anunciado o título de "Clube Formador Tipo A" concedido pela FIFA ao Mequinha. O título demonstra a força e importância do clube na formação e revelação de jovens atletas.

[MODO JORNALISTA: OFF]

Dito isto e nada mais, vamos aos babados!

[MODO ESTAGIÁRIO TIRADOR DE ONDA: ON]

Abençoa, Senhor, as famílias amém.... abençoa, Senhor, o Mequinha também...

Não sabia qual ônibus pegar do Bongi para a Estrada do Arraial, então saí de casa e peguei o busão até Casa Amarela. Lá pelas bandas do mercado, perguntei ai taxista quanto daria para me levar até a sede do América. O cara nem falou o preço. Só me mandou entrar e disse: vamos que eu te deixo lá. Sou América também e tô indo para lá.

Me diga qual é a probabilidade de você encontrar um taxista gente fina e que torce pelo América? Sou muito sortudo! Seu Walter (o taxista) disse que herdou a paixão pelo alviverde do pai, que chegou a jogar no Mequinha. Quando o clube estava meio apagado, torcia pelo Sport. Mas disse ter orgulho em ser americano.

O cara nem me cobrou a corrida. Gente boa mesmo. Me deixou mesmo na Estrada do Arraial e seguiu o rumo. Entrei pela primeira vez na sede do América.

Entradinha fofinha na sede pequenininha com o escudinho e as seis estrelinhas *__*

Um monte de gente (tá, nem tanto assim) reunida nos jardins do clube. Bebendo, comendo e falando de futebol. Tudo com classe. Sem a bagunça das torcidas organizadas. Meu Mequinha é diferenciado, rapá!

Queima de fogos para comemorar o centenário. Foi mais bonito que no Réveillon de Copacabana

Um momento de emoção foi o descerramento da placa alusiva aos 100 anos. Só ficou com as letras sem contraste, ruim de ler. Ah, e sabem que é o vice-presidente de comunicação social? Tarcísio Bocão, da Rádio Folha! ashaushuashuahsuahsuahsuahsuahsuahs Sério? É para rir? Ai meu Deus... enfim, vamos mostrar a placa. Liberta Dijêi O descerramento vai ser agora.

É agora...


Vai mostrar... (o gordinho de óculos tava ansioso)


Mostrou!!!


Aplausos e mais aplausos. Fotos e mais fotos. Flashes e mais flashes. Começaram os discursos e eu fui dar uma circulada (porque ficou chato), para ver como estava o ambiente. Qual a minha surpresa quando entro na loja do América e vejo uma joinha sentada, sozinha, toda carente e vestindo o sagrando manto verde? Irresistível. Claro que fui puxar o papo com a vendedora.

- Oi, quanto tá essa camisa?
- Ela custa R$ 100 e você tem a opção de virar sócio do América. Qual o teu tamanho?
- Poxa, mas tá muito cara... sou jornalista, não ganho muito - ela deu um sorriso no melhor estilho "te entendo".
- Ah, mas a gente divide no cartão.
- Meu cartão tá numa fase tão boa mesmo... não consegue dividir nem manteiga no meio!
- Hahahaha... engraçadinho você! (opa, ganhei um sorriso)
- Mas vamos fazer o seguinte: se eu comprar a camisa posso pedir mais um brinde?
- Que brinde? 
- Um beijinho por cada título do América. (Eike safadeza!)
- Mas são seis!
- É. E um deles é especial, é o centenário. Tem que durar 100 anos.

A doidinha deu um sorriso e no segundo depois uma tremenda gaitada. Não notei que, atrás de mim, estavam o pai e o namorado dela. Dois brutamontes que juntos são capazes de botar a Inferno Coral, Fanáutico e Jovem para correr apenas com um assobio. Ouviram toda a conversa e me lasquei todo para explicar que estava brincando. Saí de mansinho, me tremendo de medo.

Mas a boyzinha valia a pena.

Gatinha, né? Quem sabe na próxima...

Todo sem graça e mais cagado que gol de mão que o juiz não viu, saí da lojinha e fui olhar a decoração da festa. Minha paquerinha foi por água abaixo. Paciência.

No salão de entrada da sede, tinha um bolinho de mais ou menos 100 gramas. Na boa, achei muito pequeninho. Tive que dar um puta zoom no celular para tentar disfarçar o tamanho do cupcake esmeraldino.

Bolo sabor abacate com coentro e limão. Djilícia.

Pena que não partiram o bolo até a hora em que fiquei por lá. Após a queima de fogos e o lançamento do livro, me organizei para pegar o beco. De Casa Amarela até o Bongi na base do ônibus... não é para qualquer um.

Mas não sem antes provar um dos quitutes que estavam servindo na festênha. Uma quiche de queijo (ou de qualquer outra coisa, não sei) estava muito bom.

Tentei descobrir o recheio. Comi uns 18 e ainda tô na dúvida.

Depois de encher o bucho com quiche, enroladinho e coca-cola, fui saindo. Ah, passei a noite toda fugindo de repórteres, câmeras e máquinas fotográficas para não ser ~desmascarado~. Por falar em repórter, não vi quase ninguém por lá. Uma equipe da Globo e um repórter da Folha. Só. É assim que a imprensa trata um clube centenário, detentor de seis títulos estaduais? Que vergonha, gente... respeitem a história e respeitem o América! Shame on you!

Pronto, feito o desabafo, vamos seguindo. Não comprei a camisa nem consegui uma paquerinha. Quando estava indo embora, olha quem chega: o Irmão Evento!

Não, não é o Papai Noel nem Francisco Brennand

Não sei se vocês conhecem a história dos irmãos evento, mas eu acho que é mais ou menos assim: eram dois irmãos gêmeos que ficaram conhecidos na sociedade recifense por serem penetras. Entravam em tudo o que é festa, nem aí para convites. Um irmão já morreu e só sobrou este aí da foto que mantém a tradição de entrar sem ser convidado. Não sei o nome do cara, mas sou fã. Consegue ser mais penetra que eu!

Assim o América celebrou um século de vida. E para quem pensa que o time está capengando, que não tem torcida, que não se renova e só ouviu falar de títulos na época do bisavô, mostro aqui a foto de um jovem torcedor americano, na flor da idade e com muito gás para os próximos 100 anos.

"Estou aqui para ver a juventude dourada" (RIO, André)

UPDATE: Brincadeiras à parte, estou muito feliz pelo aniversário do América. No seu discurso, o presidente Celso Muniz disse que vai batalhar muito para que nosso clube seja bicampeão do centenário, vencendo o Campeonato Pernambucano de 2022. Vamos ver. Temos pouco tempo para fazer o América voltar a ser competitivo, mas... se ficarmos pensando demais as horas passam. Vamos em frente, Mequinha! Parabéns, Periquito!

Olha o hino da gente aí:

Salve o América
Campeão do centenário
Salve o América
Tua glória é um rosário


Salve o América
Campeão do centenário
Salve o América
Tua glória é um rosário


Tens o verde da esperança
E o branco da paz
América, América
Por ti serei capaz


Salve o América
Campeão do centenário
Salve o América
Tua glória é um rosário

 Salve o América
Campeão do centenário
Salve o América
Tua glória é um rosário


Tens o verde da esperança
E o branco da paz
América, América
Por ti serei capaz

 América, América

E a sala de troféus:

Esse do homenzinho é o mais lindo: Campeão Pernambucano de 1922.
Favor não considerar a bola murcha ao fundo.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Banda Kitara inicia The Final Ultimate Turne na confra do SJCC

Era para ser uma festa fechada. Era. Deveria existir um rigor imenso na entrada. Deveria. Estava programada para ser apenas para funcionários do Sistema Jornal do Commercio de Comunicação. Estava.

Sim, lêides and gentlemans, eu fui.


A farra e folia aconteceu no Armazém Blu'nelle Recepções, bem na frente da entrada da gráfica do SJCC. A galera curtiu a escolha porque ninguém precisou mendigar carona para ir. Quatro passos e você saia do seu computador e dava de cara na festa. Massa. Só quem não curtiu foi (olha só!) o pessoal da gráfica. Todo mundo chegando para o bundalelê e a turma das impressoras colocando o jornal para rodar, vendo a agitação com cara de cachorro pidão.

Vi que duas moças bem bonitinhas - daquelas que te oferecem café e pão de queijo de graça no Hiper de Boa Viagem - ficaram na entrada com uma lista e de olho nos crachás.

Pensei: me lasquei. O crachá eu até tenho, dos tempos de estagiário com tia Beta, mas meu nome não estaria na lista nem a pau Juvenal. E agora?

Ágil como uma marmota, bolei um truque que de tão esdrúxulo só poderia dar certo. Arranjei uma caixa de pizza que estava perto do Copo Sujo, dei uma limpadinha nela, coloquei a camisa pra dentro da calça, deixei aparente apenas o cordão do crachá verde que uso e disse para as duas:

- Foi daqui que pediram uma pizza?

- Não... - disse a loira da entrada, espantada.

- Pediram sim. Tá aqui. Uma pizza metade portuguesa e metade alho.

- Olha, moço, aqui é uma festa. Uma confraternização. Ninguém pediu pizza.

- Minha amiga, não quero nem saber o que está rolando aí dentro. Nem ligo, só quero entregar essa pizza logo e largar. É a minha última, deixa eu entrar, já está até paga. Não posso voltar com ela. Quer pra tu?

- Não! Oxe...

- Então se tu não vai comer e nem eu, vamos fazer o seguinte: eu entro, deixo ela na cozinha e pronto. Fechado?

- Tá, vai logo.

Pronto. Entrei. :)

Claro que não levei a pizza para a cozinha. Joguei a caixa vazia no lixo, arrumei a camisa, coloquei o crachá no bolso e joguei o cabelo pra cima. Disfarce perfeito, uma trama digna de 007.

Na entrada do lado esquerdo, havia um tipo de estúdio fotográfico. A galera fazia uma pose segurando umas plaquinhas com os dizeres "VOCÊ ME AMA?", "E APÔI!", "A CASA CAIU!", "REI DO CAMAROTE", "É NÓIX, MÔ VÉI!" além das exóticas "DOU PRA QUEM EU QUISER", "ME LEVA PARA O RIOMAR" e "DEIXEI DE SER BESTA, COBREI A HORA EXTRA".

O estúdio da queimação. Na moral, foto com plaquinha é #ERROR

Não sei por que ninguém tirou foto com essas três últimas. Estranho...

A decoração ficou bem legal, com uns panos das Casas José Araújo reaproveitados, lustres comprados em antiquário e puffs espalhados. Não cheguei a sentar neles por que eram poucos e todo mundo deu preferência aos mais velhos, como a turma do Escrete de Ouro e os editores do JC. Eles aproveitaram o espaço para contar histórias dantanho, como a cobertura espetacular dos Jogos Olímpicos de 1894, um editorial sobre a queda do Império no Brasil e também relembraram o caderno especial feito para marcar a chegada de Cabral por aqui, com edição final do saudoso Pero Vaz de Caminha. #sdds

Um exemplar do jornalistassaurus rex, sendo amparado por uma 9inha

A comida tava fraca. Um arroz das sobras do refeitório sem graça, risoto de não-sei-lá-o-quê e macarrão escroto.

~gravatinha~

Comi só um pouco, porque estavam derramando uísque por lá! Gente, não faltou bebida. Faltou lugar para sentar, mas bebida era boia. Não tinha mesa, mas tinha álcool. Cadeira era raridade, mas sobrou capifruta de Pitú, provável patrocinadora do boca livre.

Enquanto eu me organizava, conversando com amigos de outras datas (todos bestas com a minha presença lá, mas ninguém me entregou porque eu disse que estava fazendo um frila externo hsuahsuahsuahsuahsu), o brega rolava solto no ambiente, esquentando a turma para a Banda Kitara. No começo, todo mundo morgado porque Painho JCPM estava lá, apenas observando. Depois que ele discursou exaltando as mil maravilhas da sua equipe falando de prêmios e reconhecimentos, mas aumento salarial e novas contratações que é bom, nada  pegou o beco e aí A PORRA FICOU SÉRIA.

Galera unida no movimento, pronta para o show de Kitara

O momento "que merda é essa" da noite vai para Maciel Jr. e sua homenagem - se é que podemos chamar aquilo de homenagem - a Reginaldo Rossi. Uma imitação tosca e constrangedora que deixou todo mundo com vergonha alheia. Se Rossi tivesse visto aquilo, já estaria morto. #ForçaRossi

Depois da enrolação, começou o show da Kitara. Levei um susto na primeira música quando vi a loira da recepção bem do meu lado. Ela disfarçou e deu as costas. Não iria admitir que deixou um penetra entrar e preferiu fazer vistas grossas. É aquela coisa, né? Se a cabeça entrou, o corpo todo entra de vez. 

Todo mundo sabe que a banda vai acabar e sumir do mapa vai se separar, mas a apresentação não precisava evidenciar tanto o rasha entre os vocalistas Carlinha Alves e Rodrigo Mel. Eles quase não interagiram, estavam frios um com o outro. Mas o show foi muito bom. Uma moça de vestido preto e curto (foto abaixo) subiu no palco e desceu até o chão, para delírio de todos os homens presentes. Menos os do Caderno C, que não ligam para isso.

Lotou, bombou, penetrou

Gatinha assanhada, cê tá querenu o quê?

Esse estagiário maluco tirou onda dançando feito doido 
com uns óculos emprestados do Maestro Forró. Figura!

Presença anotada do povo de Caruaru. Pegaram a BR, pararam no Rei das Coxinhas, passaram pelo trânsito do Curado só para comer e beber de graça. Isso é que é superação! Parabéns! Mas da próxima, por favor, melhorem no figurino, ok? Nenhuma acertou no look e tinha uma da TV Jornal Matuta que estava usando uma calça de napa. De napa, gente. NA-PA. Nem a Elke Maravilha usa mais isso. E não foi só uma não! Ainda vi mais uma galeguinha do call center com essa desgraça nas pernas. 

Qual a necessidade disso?

As gordinhas não se intimidaram e abusaram de shortinhos e vestidos curtos. Sabe aquela garota que você não pegaria nem se estivesse com uma arma apontada para a cabeça no meio de uma briga entre a Inferno Coral e a Torcida Jovem? Pois é, imagine. Essa mesma, só que usando vestido BC. Agora, imagine a contradição: até que estavam gostosinhas! Eu pegaria. Me enxeri com uma lá, mas a doida era casada e eu morguei na hora. Estagiário bom é estagiário vivo, não é?

Essa merece a minha tradicional cantada: "E essas carnes?"

Quem tentou agarrar as mulé tudo foi uma reca de repórter da TV Jornal. Galera, esse esquema de comer o pão na fábrica da padaria sempre dá merda. Parem, tá feio.

Só lindeza, exalando testosterona e virgindade virilidade.
hsuahsuahshasuahushasuhaush

Claro que não pegaram ninguém. Pelo menos eu não vi.

O show da Kitara acabou e todo mundo correu para tietar Carlinha. Foi flash e foto pra tudo o que é lado. Acho que a coitada não conseguiu nem dormir direito ou ficou cegueta de tanto levar luz na cara.

Todo mundo descontraído, usando roupas casuais para a baladjênha.
Só esqueceram de avisar ao blogueiro Marcelo Cavancalti para deixar o blazer em casa.

Não demorei muito depois do show de Kitara porque ainda estava me recuperando da confra do gov. Além disso, não queria levar mais um esporro do chefe por chegar atrasado no trampo. Tô meio que sem crédito por lá, sabem como é...

Na saída, o de sempre. Mulheres acabadas, maquiagens detonadas, pés descalços. Homens bêbados, jurando amizade eterna com qualquer desconhecido e cheios de confiança para dar em cima de qualquer uma. Típico.

A foto tá torta porque precisei me inclinar todinho, para não levantar suspeitas.
Mas está aí o registro dos sapatos abandonados. 

Deixei a Blu'nelle e na rua da gráfica re-encontrei a loira da portaria. Ela veio pra cima de mim arretada, fungando feito um touro brabo:

- Ei, seu cabra safado! Tu entrou de bicão, foi?

- Eeeeeeeeuuu? Oxe, tás doida.

- Tu mesmo. Disse que ia entregar uma pizza e te vi por lá na festa. Até dançou com uma apresentadora da TV, seu cabra safado. Quer que eu perca o emprego, seu cabra safado? Ainda bem que ninguém notou, seu cabra safado. Olhe, e vou dizer uma coisa...

- "Seu cabra safado?"

- Não, seu bostinha. Agora não, que eu tô bêba, mas se eu te encontro na rua sozinho tás lascado...

- Olha, vem cá. Vamo ali conversar com calma.

Fiz o serviço por trás de uma árvore, perto de um carro prata. Acho que ninguém notou, mas consegui colocar um sorriso no rosto da loirinha que parou deixou gritar "cabra safado" para sussurrar "seu safadinho".

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

O último beija-mão de Dudu

AVISO: O post é longo. Se quiser leitura curta e rápida, abra a Bíblia e vá para Êxodo, 20:13.

Vamos lá.

A confra do gov é a mais aguardada do ano. É a chance de conseguir um novo emprego, quem sabe? Quando chega dezembro, o buxixo nas redações é para saber a data, local, atrações, vagas disponíveis, convites... E não é à toa: a festa é massa. Bem organizada e a comida é coisa de primeiro mundo.

Só um porém: com tanta badalação, é esperado um rigoroso esquema de segurança na entrada, com lista, identificação e tudo o que um grande evento tem direito. Na festa do gov, não. Entra quem quiser e ninguém impede. Ou seja: perde a graça para mim, que gosto de ~penetrar~  ( ͡° ͜ʖ ͡°)

Foi muito, mas muito fácil entrar. Cheguei na Torre Malakoff por volta das 21h e na entrada só um casal de jornalistas do Governo, olhando os convidados mas sem qualquer tipo de abordagem. Até tirei onda e falei com um deles, cumprimentando e dando abraços enquanto dizia "quanto tempo, cara! Tudo certo?" kkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

E vocês nem vão acreditar quando eu falar que logo depois da minha entrada, um casal de hippies - daquela espécie que habita a noite do Recife Antigo e só toma banho no dia 1º de janeiro na praia de Boa Viagem pra tirar as quinzilas - deu um show de jogo de cintura e também entrou na festa. Poderiam ser confundidos com fotógrafos, então ninguém desconfiaria da raça exótica.

Mal passei a porteira da Torre Malakoff já veio um garçom com um red leibou na minha cara. É, torcida brasileira, o trabalho começou cedo. Três doses em sequência para tirar o estresse do job e chegar chegando na festa.

O Dj Pepe Ibura Jordão estava lá de novo. Tocou na festa da PCR e agora, na do Gov. Não duvido ser ele o responsável pela trilha sonora ~alternativa~ dos programas do PSB ano que vem. Bora ver esse contrato aê...

Pepe não decepciona, mas também não coloca fogo na pista. Não morga, mas não anima. Nem fode, nem sai de cima. Nem mora em Boa Viagem, nem no Pina. Deu pra entender, né?

Tocou Macho Man e outras músicas de frango. Se alguém jogasse água quente no salão de dança, teríamos canja de galinha e frango ao molho para ser servido. Por falar em frango, tinha um cara de camisa laranja (que ninguém nunca viu na vida como jornalista) que estava se sentindo a musa, dançando sozinho.

Mesmo compartilhando a animação da turma LGBTSSFDM, com poucos minutos de festa, deu pra notar que seria morgada. Impressionante o marasmo se comparada à farra do ano passado, que até rolou simulado de pole dance. A turma não estava disposta e até o governador parecia assumir o clima de final de mandato e logo sentou-se à mesa com figurões da política pernambucana para tricotar.

Eduardo e Anônima em momento de descontração e pose para a foto

O vice João Lira nota minha presença na hora da fuga. 
Ah, e duvido você adivinhar quem é esse aí de costas! Tio João :)

Ainda na primeira circulada, pausa para encher o bucho. De novo o buffet da Arcádia. De novo, eles a-ha-zam. Uma djilícia. O chefe Wellington deveria aprender com eles como se cozinha (uma vez tentei fazer um prato que ele passou no Sabor da Gente e o bolo ficou com gosto de bunda. Garanto que não errei, a receita era ruim mesmo). Mas numa festa como a do gov a última coisa que você vai fazer é ocupar espaço na barriga com comida quando poderia enchê-la de litros e litros do mais puro suco de malte, né?

Jornas aproveitaram para registrar o momento com o gov. A foto também serve para colocar no currículo, fazer inveja azinimiga, mostrar para a mãe...

Já estava com umas bicadas no quengo quando começou o show de Victor Camarotti e Banda Arquibancada. Ainda é assim que eles se chamam? Soube que mudou o nome e tal... enfim, começou o brega. Achei massa a homenagem a Reginaldo Rossi, mas ficaria melhor se não desafinasse tanto, entende? A intenção foi boa e ganha um joinha.

Bictor Vamarotti e Canda até que animaram. Pepe Legal Jordão tocou música de frango

Quando o brega tava rasgando tudo, alguns casais começaram a se destacar no salão improvisado e calorento. Gil Luiz Mendes (LeiaJá), Salvino Gomes (o homem do metrô e do futebol), Felipe Salgado (Governo de Pernambuco), Nilton Villanova (Folha de PE),  Leonardo Vasconcelos (TV Jornal) e Beto Coffee Café (Tás Aonde) acham que sabem dançar, mas nem chegam aos pés do velhinho-com-cara-do-comandante-do-Titanic que colocou uma morena para rebolar no meio de todo mundo. Acho que colocaram Viagra no uísque dele. Temos imagens. Põe na telaaaa!

É, não são imaaaaagens. É uma só, tremida, sem foco, mas tá valendo.

Tiraram onda. Até o Victor Camarotti e Banda Arquibancada pediu para tirar uma foto com eles.

Um fato que chamou a atenção foi a quantidade de pessoas na festa. Muita gente, parecia um casamento indiano. Você tirava o pé do chão e logo alguém pisava no mesmo lugar. A falta de critérios na entrada possibilitou o grande número de penetras no beija-mão de Dudu. Gente que nunca escreveu uma linha sequer no jornal, nem na seção cartas. Tinha advogado, engenheiro, médico, dona de casa, peguete de repórter, mãe de apresentador, vizinho de cinegrafista e até primo-segundo do estagiário. Um hoooooorror.

Dava pra montar uns dois SJCC só com os penetras. Nem lugar para sentar tinha, porque as mesas - além de atrapalhar a circulação - logo ficaram ocupadas. O pessoal que toma conta do backstage e entende os gingado do paranauê num instante descolou um lugar para esticar as canelas: atrás do palco.

Fui lá para sentar um pouco e tomar uma fresca

A festa ficou "estourada", se é que me entendem. ;)

Fui aproveitar a dança e me cheguei em uma boyzinha que estava de vestido azul. Galegona top. Acho que era penetra, no jornalismo pernambucano não tem tanta gostosa assim. Ela chegou com uma morena que também era fechação e arrancou olhares até de secretários estaduais casados. 

Tentei chegar junto. Ela estava na fila do buffet junto com Waleska Andrade (ou Valeska, não sei) da TV Nova. Minha suspeita de que eram penetras ficava mais forte ao passo que a desconfiança sobre a verdadeira profissão das garotas me obrigava a olhar a carteira para ver se tinha algum dinheiro que pudesse garantir a noitada a três. Como sou liso, nem arrisquei. Quem sabe quando eu virar editor consiga pagar, né?

Mas que eram as mais gostosas da festa, eram. Ou alguém contesta?

Minha condição financeira me obrigou a procurar outra coisa e vi uma morena linda, de cabelos esvoaçantes e marcantes. Gosto de coisas exóticas e procurei me inteirar se ela estava solteira.

E ainda teve maluco que chamou essa morena linda de Side Show Bob
Merecia subir a ladeira da Tribuna de joelhos, desgraçado!

Fiquem sabendo que é da Folha. Logo pensei "será que pagaram o décimo da bochinha?" Para meu azar, ela estava cercada de bishas então acabei desistindo antes mesmo de saber o estado civil da moça. Teria que me enturmar e seria difícil chamar a atenção da gata sem me passar por alvirrub... quer dizer, deixa pra lá. A noite estava cheirando a um belo zero a zero.

Acabou Victor Camarotti e Banda Arquibancada e logo depois acabou a champa. A turma partiu para o vinho, que rapidamente entrou em extinção e só sobrou a cerveja quente. Como era de graça...

"Vamos colocar gelo na cerveja pra ver se ela desce!", falou um assessor de comunicação conhecido da galera baladeira. Então, tome pedrinha de gelo pra esfriar a cerva. Uó! Coisa típica de Peixinhos, Caixa D'Água, Ipsep, Beberibe, Brasília Teimosa, Jardim Atlântico e afins.

Cerva com gelo não agrega valor, Paulo Victor

Alguns coleguinhas não esconderam essa veia de pobre e saíram da festa carregando os travesseirinhos que colocaram para decorar a Torre Malakoff. Gente, o que é que é isso? Tem travesseiro na promoção da Narciso essa semana, precisa levar pra casa não! Que coisa feiaaaa!

Não vi pegação, mas o amor estava no ar e fica simbolizado pelo casal da foto desfocada. Se era um rolinho da noite, não sei. Pelo menos alguém não ficou no zero a zero como eu.

#LoveIsInTheAir #HojeEuSouSeuMeuBem #Azaração #SeuRomântico #SeuApaixonado #JéfersonDanadão #EleAindaTáNaRádioRecife? #AlguémJáViuEle? #EleSouEu?

Estava tentando descolar uma estagiária (?) do Governo de Pernambuco que passou dando sopa por lá quando ouvi um zum zum zum de que alguns veículos "boicotaram" a festa. Para ser preciso, a TV Tribuna, a Folha de Pernambuco e uma parte dos Diários Associados. Lógico que fui apurar, né? Conversa vai, conversa vem, soube que reclamam de pressões recebidas pelas diretorias das empresas por parte do gov Dudu, arretado com jornalistas que criticam o Governo. Bom, se houve boicote, foi muito furado porque eu vi um monte de gente dos veículos acima citados. Fiquei sem entender.

"Vou boicotar, não gostei do que você fez, mas esse jantar tá uma delícia. Vamos tirar uma foto?"

Coisas de quem se vende por um prato de comida.

Entre as ausências notadas, o pessoal da Globo NE reforça a minha tese de que eles não se misturam e só se reproduzem internamente. Vi pouquíssimos profissionais da emissora. A TV Jornal também veio em número menor, só com o terceiro escalão. O mesmo pode ser dito da TV Universitá... não, deixa. Não tem ninguém lá mesmo. :)

Desisti da estagiária (descobri que ela fazia Joaquim Nabuco, looooogo ainda não terminou o ensino fundamental) e fiquei de olho nas coroas da TV Clube. Tão com tudo em cima, viu? Gostosíssimas. Colocam muita repórter novata no chinelo. Mas como antiguidade é posto, deixei as presas da Rua do Veiga para os mais velhos. Ou você acha que elas iriam querer algo com um jornalistazinho recém-formado cuja maior proeza é ter o blog mais comentado do Central/Frontal? Pé no chão e Deus no coração, né?

Tirando o amarelão, o verde foi tendência na festa. 
Inspiração em Marina Silva para agradar o anfitrião?

A turma aproveitando o boca livre e compartilhando no whatsapp 

A decoração ficou bem legal, mas eu não entendi. Massa. Tinha uns orixás na entrada, o que dava a entender que este seria o tema da festa. Mais alguns passos e você vê um monte de bebida no teto. Mais à frente, pufs feitos de garrafas pet

Boneco de macumba e garrafas no alto. Seria um despacho pós-moderno?

Meu comentário sobre a decoração:


Chegou a hora de ir embora e na saída ainda deu tempo de ver do lado de fora da Torre alguns fotógrafos adiantando o relógio para as 4:20 e voltando para a festa com os olhos vermelhinhos e baixos. Pareciam coelhinhos da Páscoa. Essa galera não perde uma chance, né? Depois as imagens saem desfocadas e ninguém sabe por que leva esporro do editor na hora do fechamento...

Ano que vem, não teremos confra de Dudu Aaaaaahhhhhhh.... Será que João Lyra, que vai assumir o cargo, vai dar a festa aqui no Recife ou teremos que lotar um ônibus rumo ao distante e exótico feudo de Caruaru só pra comer e beber de graça mais uma vez? Veremos.

segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Vamos falar do Municipal?

Vamos! Eu sei que tô sumido - essa vida de procurador de emprego não tá fácil e tô quase desistindo - mas voltei aqui para contar como foi o meu Baile Municipal.

Primeiro que eu não tinha ingresso. Quando fui comprar na Rua Imperatriz, o vendedor tirou onda com a minha cara e disse:

- Só no ano que vem, boy.

- Mas cara, é o terceiro dia de vendas! Não é possível que tenha acabado tudo.

- Acabou. Quer dizer...

- "Quer dizer" o quê?

- Me espera no antigo Passe Fácil que eu passo lá em meia hora. Tu queres quantos ingressos?

- Um só.

- Pronto, me espera lá e leva a grana.

- Mas como assim? Tem ou não tem ingresso?

- Tem não.

- Então como você vai me vender um?

- Olha, você quer essa porra ou não quer? Se não quiser, tem quem queira por 150 contos.

Ou seja: OS VENDEDORES ESTAVAM SEGURANDO O INGRESSO E VENDENDO COMO CAMBISTAS! Meu Deus, a que ponto chegamos?A gente tenta combater a ação dos cambistas e eles conseguem se infiltrar em todos os ramos do comércio. Olhe, só prendendo essas cabrassafado mesmo...

Por sorte, consegui a entrada pelo mesmo preço no sábado, dia do Baile, com minha prima que desistiu de ir porque ficou doente. Bendita faringite que me garantiu a entrada e veio fazer a alegria de vocês com este post :)

Cheguei no Classic Chevrolet Hall e fui logo entrando, sem ficar ~badalando~ na frente para não perder tempo. Ainda deu tempo de pegar o final do desfile da fantasias. Um monte de bisha gasta 50 mil dilmas para fazer uma fantasia e ganhar 6 mil de prêmio. Tem louco para tudo, né?

Mas o desfile foi bonito e fez a alegria dos velhinhos que sempre frequentam as primeiras horas do baile. É tanta terceira idade que você até fica em dúvida se está no baile certo ou em algum encontro promovido pelo Hospital Português.

O show começou e tome frevo. Nem sei quem tava tocando, era uma orquestra qualquer (é tudo igual mesmo) então nem liguei e fui tomar umas bicadas.Voltei quando começou o show de Alceu Valença, que deixou todo mundo pegando fogo tocando as mesmas músicas desde 1976.

Quando o povo tava todo animado com muito frevo graças a Alceu e André Rio, chegou o ponto alto baixo da festa: Jorge Ben Jor. Pense num show morgado! Não demorou muito e a galera começou:


Tome vaia para cima! Por dois momentos o cantor foi vaiado, mas parecia nem se importar com os gritos pedindo mais animação. A galera impaciente aproveitou também para xingar o prefeito, que estava no camarote de frente para o palco. Foi uma reca de dedos em riste reprovando a escolha de Jorge Ben Jor no cast do baile. Sorte que acabou logo e aí entrou o Maestro Spok com Elba Ramalho e uma tuia de convidados.

Jorge Ben Jor ficou #chatiado

Não lembro mais quem entrou porque fiquei bicado. Como cheguei sozinho, o lance foi tomar umas e partir para a guerra fazendo amizades e pegando as gata tudo.

Meu azar: não fiz nenhuma amizade. Minha sorte: peguei uma gata! :O #milagre

Na verdade não era uma gaaaaaaata, mas pelo menos tava fantasiada de Mulher Gato. Como aquela fantasia era apertada e ela já apresentava umas gordurinhas a mais, notei que a mina estava mais para Geléia dos Caça-Fantasma do que para a inimiga do Batman. Mesmo assim parti para a luta e encarei o bicho.

Tava no maior amasso perto do telão colocado ao lado direito do palco. O negócio tava tão quente que um cara fantasiado de Carta de Baralho perguntou se eu iria levar para casa ou comer ali mesmo. É, tava pesado.

Chamei a mina para dar uma saída e ela não quis. "Que nada, gato, é só por hoje". Entendi o recado e tratei de aproveitar até a hora que ela pediu para ir ao banheiro. Fomos até lá, mas a fila estava enooooooooooooorme. Com a doida quase se mijando não teve saída: fomos até uma rampa da saída de emergência, fiz a barreirinha e a doida baixou a calça e mandou o mijo véio. Tentei dar uma espiadinha pra ver o material, mas ela não deixou.

A mijada da gata foi o "start" para outras meninas que estava apertadas e não queriam pegar fila. Em poucos minutos, aquela rampa estava tomada de mijo e com um cheiro nada agradável. Por um momento me senti nas ladeiras de Olinda...

Mas vamos fala das fantasias? Destaque para um cara muito gordinho fantasiado de He-Man, uma turma bem criativa imitando o Google Maps, o Super Mouse, o Homem de Ferro bem legal, um doido vestido de árvore, um maluco imitando o Maestro Forró (hilário) e o casal mais ~irreverente~: um Jesus dando uns pega na diabinha. Os cristão pira!

A ideia foi boa, mas esse Lion ficou mal feito que só!

Galera colorida e irreverente fez a festa no posto Shell da Boa Vista após o Baile

Teve pouca gente, num foi? :O


Quem tiver foto do baile, manda pra mim que eu coloco no post!






quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

Eduardo reúne a imprensa no maior beija-mão em linha reta do mundo

Warning: o post tá longo. Se está com preguiça, venha outra hora.

Como já é tradição, o governador de Pernambuco e calo do PT Eduardo Campos reuniu jornalistas para a tradicional festa de confraternização com imprensa - ou beija-mão, para os mais íntimos.

A festa na Torre Malakoff foi muuuuuuuuuito melhor que a do ano passado, realizada no quintal nos jardins do Palácio do Campo das Princesas. Teve mais gente, mais comida, mais lugar para sentar, melhores atrações e mais desinibição.

Tava marcada para as 19h30, mas eu cheguei tarde, por volta das 21h. Culpa do ônibus que quebrou perto da rua dos cartórios (esqueci o nome dela, aquela que fica no centro, pertinho da antiga redação do JC. Como é o nome mesmo?) e tive que ir a pé até o Recife Antigo. Levei uma carreira de uns trombadinhas na ponte, mas isso é normal e recifense de verdade sabe lidar com isso. #TrueStory

Quando cheguei a festa tava meio morgada, com a galera ainda sóbria e tímida. Muitos abraços, apertos de mãos, sorrisos forçados, um show de falsidade... uma confraternização com todos os ingredientes típicos, mas coroada pelo sempre excelente buffet da Arcádia.

Antes de atacar a mesa, fui beijar a mão do gov Dudu, né? Cheguei pra ele e disse:

- Governador, pra você eu conto: eu sou o Estagiário Social 1.

- É o quê? (tava muito barulho e o secretário Evaldo Costa tava gritando não sei o quê no ouvido dele)

- Eu sou o Estagiário Social 1. Mas não espalha pra ninguém não, porque é segredo.

- É sério? É você? Mas tu é tão novinho... (com cara de espantado e finalmente prestando atenção em alguém)

- E o senhor me conhece?

- Oxe, acompanho o blog direto. Meus filhos morrem de rir. Mas tu tem cara de muito novo, já se formou? Entregou o TCC?

- Hehehehe... pois é. 22 aninhos com corpinho de 18. Tudo bom com o senhor?

- Tudo... olhe, sente aqui comigo. Quero conversar com você pra saber...

- Não, governador, não posso. Vai levantar suspeitas e sou discreto. Vou circular por aí, tá? Parabéns pela festa e dê um abraço em Dona Renata e nos seus filhos.

- Não, espera, deixa eu apresentar você a Renata.

- Não, não faça isso não. Deixa a bichinha conversar. Vou passear, viu? Abraços.

- Tá...

Saí do lado dele porque a conversa tava ficando longa e começava a chegar muitos repórteres de política por perto, doidos para arrancar algo do governador. Queriam a todo custo ouvir Eduardo metendo o cacete em Dilma e no PT do jeito que só o líder do PSB sabe fazer: mordendo e assoprando.

Foto que tirei ao lado de Nando Chiapetta assim que me despedi do governador. Ao fundo, um colega do JC me encarava.

Na primeira circulada, já percebi como seria o tom da festa: divisão por veículos. De um lado a turma do Diário de Pernambuco, do lado esquerdo do palco o JC, a assessoria do governo no centro, as TV concentradas perto do banheiro e a galera da Folha de Pernambuco perto da mesa de comida (os bichinhos estavam tirando o atraso, coitados...) e os amigos que estão saindo da Prefeitura do Recife meio morgadinhos e espalhados para fazer contatos profissionais.

O legal foi ver o futuro secretário de Imprensa do Recife, Carlos Percol, sendo assediado por quase todo mundo que está parado ou prestes a levar um chute na bunda. Se fosse tuitada, a frase "Percol, recebesse meu currículo?" entraria para os TT's Brasil.

Como não mandei currículo nenhum ainda, não estou nem aí e fui paquerar as gatinha tudo. Enquanto caçava, vi o tradicional estagiário da Rádio Jornal que sai à noite para eventos e enche a cara de cachaça. Também notei a apresentadora Silvana Batalha, da TV Clube, dançando super animada em cima do puff! Muito legal e bonita! Por falar em bonita, Júlia de Castro sempre dá um show, né? Aff Maria... que calor!

A animação ficou por conta da banda Madeira Delay, que fez um show competente e levantou um pouquinho a turma. Não sei porquê, mas acho que o nome do grupo teve alguma influência na sua escolha como atração de uma festa do PSB... ops, Governo do Estado.

No meio do show da banda, avistei minha presa. Uma assessora de imprensa baixinha (que obviamente não vou dizer o nome, mas que estava com um vestidinho pra lá de safado ousado). E pela primeira vez na história desse país, eu não tive dificuldade em conseguir arrastar a danada. Pelo contrário, ela que chegou pra mim e disse:

- Ei, tu aí de cinza. Vem cá.

- Oi.

- Tudo bom?

- Tudo.

- Eu sou nome censurado da agência censurada. Tá me reconhecendo não? Do Tebas?

- Ah, claro... tudo bom? (Mentira, nunca a vi na vida. Ela me confundiu)

- Tudo. Olha, vamos para outro lugar terminar aquele assunto que começamos? - E deu uma piscadinha com um sorriso no cantinho da boca.

- Bora. :O

Levei a doida para a parte de trás do banheiro, que estava vazia e ficamos no maior sarro que a Torre Malakoff já viu. Como o negócio foi ficando mais quente e tava dando nas vistas, paramos por ali. Ela tinha que ir embora. Peguei o telefone da maluca e já deixei agendada uma lapadinha antes do Natal - se tudo der certo será a segunda do ano! Um recorde! \o/

Agora a poha ficou séria!

Depois de arrumar a calça e colocar o Sr. Salsicha no lugar certo, voltei para a "pista de dança" que já estava bombando com o DJ Pepe Jordão. Foi massa, mas o cara é meio maluco... mudava de Bioncê para Village People colocando Gaby Amarantos e Calypso no meio. Tava chapado de novo, só pode. 

Com o álcool entrando na corrente sanguínea, os micos foram aparecendo. Foi só o governador deixar o local com o seu staff que a galera se soltou e enfiou o pé na jaca de vez, esgotando o estoque da mesa de drinks colocada na lateral da pista de dança.

Foto roubada do Instagran de alguém que insiste em usar filtros. Turma jovem e descolada, cheios de amor para dar e de taça na mão.

Suor com o povo dançando descompassadamente. Chapinhas em pânico.

Gente fina é outra coisa: banheiro masculino cheiroso e bem cuidado no final da festa

Na pista, uma pessoa chamou a atenção: Diogo Carvalho, editor de internacional do DP, soltou a franga e se jogou, dançando de olhos fechados.

Presença confirmada na tour de Madonna

Esse casal também estava virado no mói de coentro. Não sei os nomes deles, mas acho que são da Folha de Pernambuco.

Gente... qué quié iço?

A festa foi tão falada em todo o estado que até uma turma de Caruaru veio para dançar e comer às custas do governador. O matutinhos aproveitaram para registrar o momento, mas não contavam com a astúcia de Gil Luiz Mendes, do LeiaJá, o photobomber muçulmano do Recife.

Alô galera! Tô aqui!

Quando a festa esvaziou, fui embora de carona com um amigo. Na saída da Torre Malakoff, duas surpresas: 

1 - Um jornalista que estava bêbado tentou dirigir e acabou batendo em uma grade colocada na Praça do Arsenal. Que vergonha...


2 - Eu me deparo com isso: Thiago Tião dando uma de "Sereia de Copenhagen" em cima do carro do fotógrafo Mazella.


Não tive outra escolha senão ir para o posto Shell da Boa Vista para comprar uma água de coco e pegar o bacurau rumo à Abdias de Carvalho. Ah, encontrei muitos coleguinhas no after do posto, viu? Inclusive a doida com quem sarrei perto do banheiro.

Acho que ela é lésbica. :/