quarta-feira, 26 de junho de 2013

Sobrevivemos a mais um São João!

Como é tradição, dei uma conferida de perto de perto meeeesmo no São João de Caruaru, o maior do mundo e também o mais locão. Um ano depois, eu meus amigos Lavínio Mattoso (meu primo) e Zildo Ferreira (um agregado) subimos a serra no nosso Uno Tunado com MP3 E AGORA COM DVD putaquepariuquecarrodocaráleo para pegar as mina tudo e, de quebra, curtir um forrozinho do bom.

No caminho, colocamos Benito di Paula para aliviar as tensões, mas nosso motorista Zildo se arretou quando chegou na música "Ah como eu amei", canção que o fez lembrar da gaia que levou da garçonete do Bar Azulzinho, lá na Várzea. Com coração não se brinca e então mudamos o repertório para algo mais leve, tipo Núbia Lafayette.

Com lágrimas nos olhos e peito em chamas, Zildo ameaçou parar o carro e pular da ponte em Gravatá. Gaia muda uma pessoa, de fato.

Paramos de tirar onda com o nosso corno amigo e finalmente algo decente tocou em nosso carro - o eterno hit do Cuelhinho, de Saia Rodada.

Natália Gostosa! Com buchinho, mas eu comia

A viagem foi rápida porque não caímos na besteira de parar no Rei das Coxinhas e esperar três eras do gelo para conseguir comer. A estratégia era chegar cedo, garantir vaga no estacionamento, comer alguma gororoba e partir para o ataque.

Claro que nada deu certo. A entrada de Caruaru parecia a Abdias de Carvalho às 7h30, trânsito totalmente parado, mais lento que o ataque do Náutico. Bateu aquele arrependimento de não ter parado em Gravatá para comer pelo menos um moranguinho... A solução foi aumentar o volume do Uno. Tava tocando o álbum completo de Asas Livres e todos cantando até a goela sair da garganta, com direito aos falsetes no melhor estilo Tetê Espíndola. A gritaria foi tanta que chamou a atenção do carro parado ao lado, lotado de muié

Para nossa surpresa, quem estava no carro? Quem? Quem? QUEM, PORRA!? Diz logo, carai! A garçonete que botou gaia em Zildo!

O doido, quando notou a presença da maldita, largou a direção e tentou saltar do carro para esgoelar a cachorra. O tabacudo soltou MESMO a direção e caiu por cima de mim, jurando que poderia atravessar o vidro e chegar no outro carro. Quase batemos no ônibus de excursão que estava na nossa frente, mas consegui puxar o freio antes de um desastre.

Lavínio, que só fazia rir no banco de trás, tratou de acalmar o colega:

- Ei, porra, te aquieta. Senta aí e esquece essa rapariga.

- Ela teve a coragem de me seguir até Caruaru com o carro cheio de quenga! Que bicha astuciosa!

- Mermão, quem disse que ela veio atrás de tu? Deixa a doida!

- Só pode, tenho certeza. Veio passar na cara que tá bem, essa p@#ta! eita!

Eu só fazia rir e quando olhei o carro da garçonete percebi que a danada não estava nem aí para Zildo. Tava era agarrada com uma amiga, altos beijos com uma loira gorda de olhos azuis (eu acho que era lente de contato, porque a bicha era muito estranha, aff! Que lapa de doida). 

Nem deu tempo de comentar e Zildo já tinha visto a cena. Dói no meu coração só de lembrar a decepção do meu amigo: corno de uma loira tosca de olho comprado.

A missão da noite - que era agarrar todas sem critérios - mudou. Tínhamos que salvar a moral do nosso companheiro motorista. Não importaria a dificuldade, Zildo teria que comer alguém.

Após uma hora no trânsito, da UPA até os arredores do Paito Pátio de Eventos, conseguimos parar o carro com Zildo praticamente mudo e Lavínio sem parar de rir e tirar onda. Pense numa alma sebosa.

Para nossa surpresa, o pátio não estava muito cheio. Perdemos os primeiros shows e entramos na hora em que Fagner cantava Deslizes.

É pra tocar na alma!

Foi demais para meu amigo. O corno da sapatão Zildo quis ir embora na hora, ameaçando se jogar com carro e tudo na descida da Serra das Russas. Foi difícil convencê-lo a ficar, mas tudo se resolveu quando Lavínio chegou com três latões de cerveja na mão. Ahhh, a cerveja... melhor amiga do homem quando está no fundo do poço.

Imaginei que seria difícil arranjar alguém para satisfazer o desejo do nosso grupo. Além do São João de Caruaru estar - mais uma vez - repleto de 9vinhas que fariam Denny Oliveira pirr, a mulherada está a cada ano mais feia e se vestindo mal. Puta merda, como se vestem mal! Me senti no Bar da Ritinha, um puteiro conhecido de Caruaru que já frequentei em anos passados. Bar da Ritinha sdds! <3 Mas isso é outra história.

Ficamos trêbados ainda no show de Fagner. O tabacudo do Lavínio insistia em chamar o cearense de Wagner e ficava gritando na frente do palco: 

- Wagner, toca aquela da novela! Wagner, toca a que tu escreveu pra Cecília Meirelles! Wagner, toca o hino nacional! Wagner, porra, tu tá me ouvindo?

A galera ao nosso lado não parava de rir dos micos. Porra, Lavínio!

Wag... Fagner acabou o show e nem tínhamos a noção de quem iria tocar no pátio. Ficamos felizes quando soubemos que seria a vez de Jorge de Altinho, do qual somos fãs desde a época em que estávamos nos ovos dos nossos pais. Mas o coitado além de começar o show todo morgado estava rouco, afônico e quase sem voz. Foi um show comandado pelas backing vocals. Deu pena do Jorge...

A backing vocal comandou o show de Jorge de Altinho

Do meio para o fim, Zildo sumiu. Perdemos contato visual com o pobre coitado, mas ele sabe se cuidar. Quem nasceu no Ibura e morou 25 anos na UR-11 sabe se defender melhor até que o Anderson Silva. Tratei de curtir o show junto com Lavínio e avistamos duas matutinhas solitárias.

Eram as nossas presas. Feito leões em cima da caça, começamos a babar e a ciscar, de olho nelas, com foco total. Bolamos a estratégia da sensualidade. Movimentos suaves, olhar semi-cerrado, dedo na boca e sussurros passíveis de leitura labial murmurando "posso te conhecer?" e "você é linda!". As otárias caíram e deram aquele sorriso de quem diz vem que eu tô facinho.

Teve nem graça. Essas meninas de Caruaru são muito fáceis. Lá no Bongi tenho que pagar pelo menos um tablito...

Ficamos nos agarrando por lá e curtindo o show de Jorge de Altinho até o final, no maior sarro, heheheh quando começou outra banda de forró lá, dessas aí em que você só ouve a bateria e tem a impressão de que é a mesma música tocando por duas horas. Nem ligamos para esse grupo e nem quero saber o nome dessa merda.

Eu queria era ppk. Das suculentas.

Chamamos as duas para "esticar a noite" em um lugar mais afastado e reservado. Um motelzinho mesmo. hehehehe Eu sabia que no subúrbio de Caruaru tem um chamado D'amantes que nome da porra shaushaushuashush e então decidimos ir para lá.

Então surgiu mais um problema. CADÊ O PUTO DO ZILDO, ÚNICO QUE SABE DIRIGIR E ESTAVA COM A CHAVE DO CARRO? Não estávamos com grana para o táxi e seria muito mico contratar moto-taxistas para nos levar até o ninho de amor. Fodeu.

Enquanto eu enrolava as gateeeenhas, Lavínio saiu feito um doido pelo pátio, gritando pelo nosso amigo perdido. Pense numa cena! Nem precisou gritar muito e achou o safado perto do Espaço Cultural (aquele prédio onde tem escrito "Caruaru - A Capital do Forró" no telhado, sacam?). A situação do nosso condutor era deplorável.

Lavínio, sem coração, ainda tira uma foto do pobre!
shaushuahsuahsuahsuahsuhasuashushuahsuhsuahsuahsuahsu

Ou seja: morgou nossa aventura sequiçual. Quando os dois retornaram embriagados, tive que dispensar as nativas e dei um esporro fenomenal em Zildo.

- Ah, infeliz! Se não fosse o motorista, teria ficado ali mesmo.

- Ah, então só sirvo para ser motorista, né, filho de uma égua?

- Seu merda. Fica nessa dor de corno e atrapalha a saída da gente. Esquece essa p@#ta dessa garçonete! Ela é sapato, entende de uma vez!

- :'(

- Pronto, agora vai chorar. Trata de se recuperar, toma um Red Bull e vamo voltar para o Recife que por hoje já deu.

Na volta, morrendo de fome, paramos no Carrancão. Lanche bem nojento e barato, mas tava gostoso que parecia rodízio de sushi do Zen. Uma djilícia do agreste às 3h40 da manhã. De bucho cheio, voltamos para o carro e quem encontramos parada bem do lado dele?

Isso mesmo, a quenga da garçonete sapatão que botou gaia no meu amigo. A rapariga não tem coração não, é? Além de beijar aquela loira tosca e gorda na frente dele ainda veio tirar onda no finalzinho? Eu já estava com o dedo pra cima e levantando a voz quando ela gritou para Lavínio que gostava mesmo dele e só fez aquilo para provocar.

Ficamos paralisados de surpresa. Por trás dela surgia a loira gordona e seus olhos azuis de 150 reais. Era uma amiga lésbica que aceitou participar da encenação. Me senti em um programa do João Kléber e comecei a procurar a câmera escondida. É, eu tava muito bêbado.

A garçonete ainda emendou dizendo que se Zildo quisesse voltar ela toparia, mas com a condição de um relacionamento aberto, onde a gorda galega pudesse entrar na brincadeira de vez em quando. Antes mesmo do meu colega reagir eu disse que ele aceitaria no ato. Tudo bem que a garçonete não é essas coisa toda e a gordinha deve ser bem fedorenta na hora do rala e rola, mas não é todo dia que você recebe o convite para um relacionamento à três.

No fim, fizeram as pazes com um beijo melecado cheirando a cerveja e voltamos para o Recife, cada grupo no seu carro. Saldo da noite: eu peguei só uma moreninha que diz ser de Tacaimbó, Lavínio rebatizou Fagner e Zildo reatou o namoro e ainda ganhou de brinde a sapa gorda.

Esse São João foi foda.

2 comentários:

  1. Kkkkkkkkkkkkkk... Tabakoodo...

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  2. Tá parecendo conto erótico dos anos 80.

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